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Síntese de Indicadores Sociais: PB tem menor taxa de desocupação do Nordeste

Estudo do IBGE analisou três vertentes das condições de vida da população brasileira: mercado de trabalho e estrutura econômica; distribuição de renda e padrão de vida; e educação

A Paraíba tem a menor taxa de desocupação do Nordeste, de 10,3%, de acordo com os dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (6). A publicação é resultado da análise das condições de vida da população brasileira em 2018, tendo em vista aspectos como mercado de trabalho e estrutura econômica; distribuição de renda e padrão de vida; e educação. O estudo é baseado, principalmente, em dados da Pesquisa Nacional por

Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), de 2012 a 2018.

Referente às pessoas de 14 anos de idade ou mais, a taxa de desocupação no estado está abaixo da média da região, de 14,5%, e da nacional, de 12%. Apesar disso, esse é o maior indicador registrado desde 2012, exceto em relação ao ano de 2016, quando a taxa foi de 10,9%.

LEIA NA ÍNTEGRA

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A pesquisa constatou ainda que, das cerca de 1,5 milhão de pessoas ocupadas na Paraíba, 28,1% estão empregadas sem carteira de trabalho assinada. Essa é a quarta maior proporção do país, atrás apenas do Tocantins, com 31,7%; do Ceará, com 29,5% e da Bahia, com 28,2%.

Além disso, aproximadamente 23,1% do total estão empregados com carteira assinada; 10,4% são militares ou funcionários públicos estatutários; 29,7% trabalham por conta própria e 3,1% são empregadores.

PB tem menor taxa do Nordeste de jovens que não estudam e não trabalham

Segundo a pesquisa, na Paraíba cerca de 26% dos jovens de 15 a 29 anos de idade não estudam e não trabalham, o menor percentual entre os estados do Nordeste, sendo que essa proporção representa cerca de 246 mil pessoas. Ainda na faixa etária de 15 a 29 anos, 32,7% só estudam; 30% só estão ocupados; e 11,2% estudam e estão ocupados.

Dos que não estudam e não trabalham, 74,6% estão fora da força de trabalho, ou seja, não procuraram uma ocupação ou não estavam disponíveis para assumir um emprego no período pesquisado. Foi registrada uma alta nessa taxa em relação ao ano de 2017, quando o percentual foi de 71,7%.

Ainda em relação à idade, o levantamento verificou que cerca de 40% das pessoas de 14 anos ou mais, que estavam ocupadas na semana pesquisada, começaram a trabalhar cedo, até os 14 anos de idade.

Pessoas brancas ganham, em média, 40% a mais do que pardas e pretas, na PB

Nas ocupações formais existentes na Paraíba, o rendimento médio real habitual de pessoas brancas, equivalente a R$ 2,2 mil, é de cerca de 40% superior ao que é recebido pelas pretas e pardas, de R$ 1.570, conforme a pesquisa.

Quando são comparadas as categorias homens e mulheres, com rendimentos médios de R$ 1.867 e R$ 1.704, respectivamente, a diferença entre os rendimentos é de aproximadamente 9,5%, em empregos formais.

Nos trabalhos informais, em que o rendimento médio de pessoas brancas é de R$ 1.056, enquanto o de pretas ou pardas é de R$ 752, o percentual de diferença também é de cerca de 40%. Já o rendimento masculino, de R$ 944, é cerca de 39% superior ao feminino, de R$ 679.

Paraíba é o 2º estado mais desigual do país na distribuição de rendimentos

Na Paraíba, 10% da população ocupada com os maiores rendimentos recebe um valor médio de R$ 7,1 mil, enquanto que para os 40% com os menores rendimentos, essa quantia é de R$ 438.

Assim, a pesquisa apontou que o primeiro grupo recebia, em 2018, cerca de 16,2 vezes mais do que o segundo.

Esse método, conhecido como “Razão 10/40”, indica que, quanto mais expressiva a razão, maior é a desigualdade. Entre todas as Unidades da Federação, a Paraíba ficou atrás apenas do Piauí, em que a razão foi de 18,4 vezes. O estado tem uma razão superior à média nacional, de 13, e à regional, de 14,1.

No que se refere às residências, a pesquisa aponta que, em 2018, cerca de 44,8% da população paraibana teve um rendimento domiciliar per capita de até meio salário mínimo, ao passo que 0,7% não teve rendimentos.

Em relação às linhas de pobreza, como o Brasil não possui uma oficial, o IBGE considerou os valores de US$ 1,90 diário per capita, estabelecido pelo Banco Mundial como limite para a definição de pobreza global, e o de US$ 5,50 diário per capita, da mesma instituição, mas direcionado para países com rendimento médio-alto, como é o caso do Brasil.

No primeiro grupo, está inserida cerca de 11,2% da população paraibana, aproximadamente 447 mil pessoas, conforme a pesquisa. Já o segundo é mais abrangente e inclui 40% da população, o que representa 1,588 milhão de pessoas nessa linha de pobreza.

Mais de 50% da população da PB mora em domicílio com restrição de serviços de saneamento básico

Cerca de 53,1% da população paraibana tem, pelo menos, uma restrição a serviços de saneamento básico, conforme a Síntese de Indicadores Sociais. Desse total, 16,8% não tem coleta direta ou indireta de lixo, 24% não tem abastecimento de água por rede geral e 50,8% não tem esgotamento sanitário por rede coletora ou pluvial.

Quanto às inadequações nas condições de moradia, esse percentual é menor, de 12,5%. Nesse aspecto, 14% dos domicílios paraibanos não tem banheiro de uso exclusivo da casa; em 0,5% as paredes externas são construídas predominantemente com materiais não duráveis, como taipa não-revestida e madeira reaproveitada; em 4,3% há mais de três moradores por dormitório; e em 4,4% das residências o valor declarado do aluguel iguala ou supera 30% da renda domiciliar declarada.

Além disso, cerca de 37,8% da população paraibana mora em domicílio que tem alguma restrição à educação, maior taxa do Brasil. Essa restrição se refere a residências que contam com pelo menos um desses pontos: crianças e adolescentes de 6 a 14 anos de idade que não frequentavam escola; pessoas de 15 anos ou mais de idade analfabetas; e pessoas de 16 anos ou mais de idade que não possuíam Ensino Fundamental completo.

O estudo constatou ainda que 26,9% da população mora em domicílios sem acesso à internet e 3,1% em locais em que há restrições à proteção social, categoria que corresponde a duas condições: onde não havia nenhum morador de 14 anos ou mais de idade que contribuía para instituto de previdência em qualquer trabalho ou era aposentado ou pensionista; e domicílios com rendimento domiciliar per capita inferior a meio salário mínimo, com nenhum membro recebendo
rendimentos de outras fontes, o que inclui programas sociais.

Mais de 50% da população de 25 anos ou mais não tem instrução ou tem apenas o ensino

fundamental incompleto

Em relação à educação, a Síntese constatou que 53,9% da população de 25 anos ou mais de idade, na Paraíba, não tem instrução (14,2%) ou tem apenas o ensino fundamental incompleto (39,7%). Contudo, o percentual é mais baixo do que o observado no início da série, em 2016, que foi de 55,4%.

Já a proporção de pessoas nessa faixa etária com o ensino superior completo, de 12,3%, é a terceira maior do Nordeste e está acima da média da região, de 11,3%. Com uma taxa de 13,6%, o estado de Pernambuco ocupa a primeira posição, seguido pelo Rio Grande do Norte, com 13,5%. Apesar disso, todos estão abaixo da média nacional, de 16,5%.

Na educação básica, a rede pública de ensino é responsável por atender a maior parte da população. Conforme o levantamento, essa rede administrativa atende 64,7% dos alunos da educação infantil, 77,3% do ensino fundamental e 87% do ensino médio. Entretanto, no ensino superior ocorre uma inversão, com 57,4% dos estudantes concentrados na rede privada. PB tem 2ª menor proporção de municípios com plano de carreira para profissionais da

educação não docentes

A Paraíba foi o segundo estado do país com a menor proporção de municípios com plano de carreira para profissionais da educação não docentes, 14,8%, de acordo com a Síntese. A Lei nº 12.014, de 2009, reconheceu que esses trabalhadores – como os ligados às atividades de alimentação, higiene e locomoção na educação especial, como o inspetor de alunos, os funcionários administrativos, a merendeira, tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) – fazem parte dos profissionais da educação básica, o que possibilitou a construção da carreira desse segmentos.

Apesar disso, o estado está entre as seis Unidades da Federação em que todos os municípios possuem um plano de carreira para o magistério e tem 91,9% dos municípios com piso salarial da carreira do magistério público definido em lei, seguindo a Lei nº 11.738, de 2008.

 

 

 

 

 

IBGE – PB

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