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O mecanismo é tão eficiente que os pesquisadores chamam o dispositivo de "armadilhas do câncer".

Armadilhas implantáveis podem fornecer diagnóstico precoce de câncer

Sensor implantável

Procedimentos invasivos para biópsias de câncer logo poderão ser substituídos pela simples coleta de amostras de um minúsculo “dispositivo-chamariz” implantado abaixo da pele.

Os dispositivos, que os pesquisadores chamam de “armadilhas”, mostraram uma capacidade especial para atrair células cancerígenas que circulam pelo corpo. De fato, eles podem até captar sinais de que o câncer está se preparando para se espalhar, antes que as células cancerígenas cheguem.

As biópsias feitas com o novo sensor permitiram aos pesquisadores analisar 635 genes presentes nas células cancerígenas capturadas. A partir desses genes, a equipe identificou dez que poderiam prever se um camundongo era saudável, se tinha um câncer que ainda não havia começado a se espalhar ou se havia um câncer presente, com início de metástase.

A expressão gênica apresentou padrões distintos em relação às células do sangue, obtidas através de uma técnica conhecida como biópsia líquida. Essas diferenças destacam que o tecido nessas armadilhas fornece informações exclusivas que se correlacionam com a progressão da doença.

Os pesquisadores demonstraram que as armadilhas sintéticas funcionam com vários tipos de câncer, incluindo o câncer de pâncreas. Eles ainda atraem células imunes, que, por sua vez, atraem células cancerígenas.

Armadilhas implantáveis podem fornecer diagnóstico precoce de câncer

O sensor tem um duplo modo de atuação, detectando o câncer também pelas células imunológicas.

Indicador da gravidade do câncer

“Colocamos esses dispositivos logo abaixo da pele, para que sejam facilmente acessíveis,” disse Lonnie Shea, da da Universidade de Michigan, cuja equipe realizou os primeiros testes em cobaias.

A facilidade de acesso de um implante permitirá aos médicos monitorar a eficácia dos tratamentos contra o câncer mais próximo ao tempo real.

“Quando começamos, a ideia era fazer uma biópsia do dispositivo e procurar células tumorais que haviam seguido as células imunológicas de lá,” disse Shea. “Mas percebemos que, analisando as células imunológicas que se reúnem primeiro, podemos detectar o câncer antes que ele se espalhe.”

No futuro, Shea prevê que esses dispositivos sejam equipados com sensores e tecnologia Bluetooth que possam fornecer informações em tempo real sem a necessidade de uma biópsia.

“Esses andaimes implantados promovem crescimento de tecido, que após o início do câncer é transformado em um nicho metastático que captura células tumorais circulantes agressivas. Nossa hipótese é que os fenótipos das células imunes em nichos sintéticos refletem o condicionamento imunossupressor em um hospedeiro que contribui para o recrutamento de células metastáticas e pode identificar a progressão da doença e a resposta à terapia,” escreveu a equipe.

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