Home » ESPORTE » ‘Vivo a minha vida, sigo meus sonhos e sou gay. Isso é natural’, diz Amanda Nunes antes de defesa de cinturão no UFC 245
Amanda Nunes posa com bodes (goat, em inglês), em referência à sigla G.O.A.T (Greatest of All Time, ou 'A Melhor de Todos os Tempos', em português)

‘Vivo a minha vida, sigo meus sonhos e sou gay. Isso é natural’, diz Amanda Nunes antes de defesa de cinturão no UFC 245

Considerada melhor lutadora da história, baiana entra em ação neste sábado

Amanda Nunes vem quebrando barreiras no esporte e na vida. A primeira mulher a conquistar dois cinturões do UFC diz que cada vez mais as pessoas se sentem à vontade para falar sobre a representatividade LGBT no MMA. Apesar disso, a campeã garante que nunca tentou associar a sua orientação sexual com a carreira profissional.

“Cada vez mais as pessoas se sentem à vontade para se posicionar. O importante é você viver feliz, do jeito que você é. Para mim, sempre foi muito natural, nunca tentei associar isso com a minha carreira. Eu vivo a minha vida, sigo meus sonhos e sou gay. Isso é natural. E, se todo mundo encarar dessa forma, as coisas serão bem mais fáceis no futuro”, conta a atleta.

A brasileira defende o seu cinturão da categoria peso galo neste sábado contra Germaine de Randamie no cobiçado card do UFC 245. Nesta entrevista ao Estado, ela comenta sobre a revanche, os seus planos para o próximo ano e a motivação para continuar treinando e lutando depois de conquistar os seus principais objetivos.

Depois de conquistar dois cinturões e se estabelecer como uma das maiores atletas de todos os tempos, o que a revanche com a Germaine tem a acrescentar ao seu legado?
Eu quero continuar defendendo meus títulos. Já venci os maiores nomes do MMA feminino e quero continuar fazendo o meu trabalho. Essa é uma luta muito importante para a minha carreira.

Como você vê a evolução da Germaine desde o primeiro combate entre vocês?
A Germaine evoluiu bastante. Ela melhorou muito a defesa de quedas da nossa primeira luta para cá. Acho que a luta pode tomar rumos diferentes. Pode ser que eu use meu wrestling e meu jiu-jítsu ou aproveite meu jogo em pé. O principal objetivo é manter a tranquilidade e esperar o momento certo para garantir a vitória.

Você está em um card cobiçado, repleto de grandes nomes. Como é fazer parte de um evento desse tamanho?
Eu sempre amei fazer parte de cards desse tipo, os últimos que participei foram todos assim. Já estou acostumada a lutar com outras estrelas e, com certeza, a bandeira do Brasil vai brilhar neste evento. O cinturão volta para casa comigo. Estou muito ansiosa para essa luta. Mesmo tendo outros dois cinturões em jogo – essa é uma das mais esperadas do evento. E posso garantir que a bandeira do Brasil vai brilhar.

O quão importante para você também é defender o título peso-pena?
Para mim, é importante defender o cinturão peso-pena sim. Eu o conquistei, então quero continuar trabalhando e ter a oportunidade de defendê-lo.

Após as grandes conquistas, já pensa nos próximos passos que pretende dar na carreira?
Continuar trabalhando, defendendo meus títulos e lutando. Esse é o meu foco.

Depois de já ter alcançado tantos objetivos, o que mantém a motivação para seguir treinando e lutando?
Acordar de manhã e ver meu cinturão em casa todos os dias.

Você pode se tornar a primeira da história a defender dois cinturões. Acredita que mantém os dois títulos?
A vida do lutador nunca para. Você conquista um cinturão e precisa defendê-lo, precisa defender o seu trabalho. Eu não sei do futuro, mas sei que estou em um caminho muito importante e muito gratificante. Estou bem, então vamos continuar caminhando em frente. E sobre um terceiro cinturão, vamos ver o que a vida vai oferecer para a gente.

Como você vê a representatividade LGBT no MMA hoje?
Acho que cada vez mais as pessoas se sentem à vontade para falar do assunto, se posicionar sobre ele. O importante é você viver feliz, do jeito que você é. Para mim, sempre foi muito natural, nunca tentei associar isso com a minha carreira. Eu vivo a minha vida, sigo meus sonhos e sou gay. Isso é natural. E se todo mundo encarar dessa forma, as coisas serão bem mais fáceis no futuro.

Acredita que existe a chance de uma revanche com a Cris Cyborg em um evento UFC x Bellator?
Se a Cyborg ainda estivesse no UFC, poderia conversar sobre isso. Mas ela está em outra organização no momento, então não há chance. Eu com certeza lutaria outras vezes com ela.

O MMA feminino vem em uma crescente, com muitas atletas no topo de suas divisões. Como você vê esse momento?
As meninas estão evoluindo bastante. É uma questão de tempo. Eu sou campeã de duas categorias e em breve teremos brasileiras campeãs de outras categorias. É só aguardarmos um pouco.

O que você pensa quando dizem que é arrogância você se considerar a melhor do mundo?
Eu conquistei o auge da minha carreira, sou a melhor do mundo em duas divisões. Estou no topo. Eu vou falar o quê? Eu trabalhei para ser a melhor do mundo e hoje estou aqui porque sou melhor do que as outras.

Essa vai ser a sua segunda luta em 2019. Planeja fazer mais lutas no próximo ano?
Duas lutas por ano é um bom número. Minha vida foi muito corrida nos últimos anos e eu sou muito grata e feliz por isso, mas quero aproveitar mais a vida. Poder desfrutar tudo o que conquistei ao lado das pessoas que amo, meus amigos, meus fãs. Eu gostaria de fazer uma ou duas lutas no ano que vem.

Fonte: Supresporte

About admin

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

x

Check Also

Seleção olímpica de futebol é convocada por André Jardine

Medalha de Ouro no Rio, Brasil busca vaga para Tóquio na Colômbia O técnico André ...