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Rodrigo Agostinho: "Países florestais como o Brasil não estão fazendo a lição de casa"

Deputados divergem sobre presença do Brasil na Conferência do Clima

Presidente da Comissão de Meio Ambiente classificou a atuação do País como “atrasada”. Deputado do PL defendeu posições do governo

Questões importantes como a mudança nas metas de emissão de gases poluentes, para frear o aquecimento global e a regulamentação dos créditos de carbono, não tiveram decisões concretas na Cop-25. Mesmo assim, parlamentares brasileiros presentes à Conferência do Clima, em Madri, disseram que os debates foram importantes. Dez deputados estiveram na capital espanhola para o encontro.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), ressaltou que essas mudanças estão acontecendo mais rapidamente do que o previsto.  Ele credita ao comprometimento com as indústrias do petróleo, gás e carvão a resistência de alguns países de reverem as propostas contra o aquecimento global. E afirma que os avanços estão se concretizando em metas locais.

Projetos locais
“Enquanto os países desenvolvidos – e aí notadamente Estados Unidos, Japão, Austrália – e países florestais como o Brasil não estão fazendo a sua lição de casa, um número muito grande de pequenas nações, estados, municípios e localidades estão fazendo o seu papel”, disse.

Rodrigo Agostinho classificou a posição brasileira na COP 25 como “atrasada” e salientou que o país tem que avançar, por exemplo, nas políticas públicas sobre desmatamento.

Zé Vitor apoiou a cobrança do ministro Salles, sobre compensações financeiras para o Brasil

Para o deputado Zé Vitor (PL-MG), que também participou da Conferência do Clima, o Brasil volta do encontro com a bagagem cheia de novidades e responsabilidades. Mesmo sem resultados concretos, as discussões, segundo ele, deixaram claro o que é questão ambiental e o que são interesses comerciais. O parlamentar apoiou a cobrança, feita pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobre compensações financeiras dos países ricos.

Uso do etanol
“Que outro ambiente nós teríamos para tratar dessa situação? É um ambiente que nós estamos discutindo sobre proteção ambiental e a preservação, ela nos exige sacrifícios e esforços inclusive financeiros. Então eu julgo que foi oportuna a presença do ministro” observou o deputado.

Zé Vitor lembrou também que o uso do etanol como combustível e práticas de conservação do solo são parte da solução para combater as mudanças climáticas. A próxima reunião da COP vai ser no final de 2020, em Glasgow, na Escócia.

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