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Na forma de uma pró-droga, o monóxido de carbono pode ainda servir de carreador para um medicamento adicional.

O letal monóxido de carbono está se transformando em medicamento

Monóxido de carbono do bem

A maioria das pessoas pensa no monóxido de carbono (CO) como prejudicial e por boas razões – o gás incolor e inodoro pode ser letal e envia milhares de pessoas para os hospitais todos os anos quando seus sistemas de aquecimento dão problemas ou os motores de carros funcionam em espaços pouco ventilados.

Mas, em baixas concentrações, o monóxido de carbono tem um lado benéfico que os cientistas estão tentando aproveitar para tratar doenças.

O monóxido de carbono exerce seus efeitos nocivos quando substitui o oxigênio na hemoglobina no sangue, causando a privação de oxigênio nos tecidos.

No entanto, o corpo produz naturalmente pequenas quantidades de monóxido de carbono e, nesses níveis, o gás desempenha funções úteis ao interagir e regular proteínas de sinalização.

Experimentos em células e animais mostraram que o monóxido de carbono pode suprimir a inflamação, proteger os tecidos do estresse oxidativo e impedir a morte celular. Outras pesquisas sugerem que versátil molécula CO pode ajudar a tratar doenças que vão da sepse ao câncer.

Antes, porém, os cientistas precisam encontrar maneiras seguras e eficazes de aplicar o gás dentro do corpo.

Tratamentos com monóxido de carbono

Embora ensaios clínicos tenham mostrado que a inalação de pequenas quantidades controladas de monóxido de carbono é segura, esses tratamentos precisariam ser feitos em ambiente hospitalar.

Portanto, os cientistas estão explorando outras opções de aplicação, como comprimidos e formas líquidas. Vários grupos de pesquisa também estão desenvolvendo pró-drogas – compostos que liberam monóxido de carbono depois de sofrer uma reação química dentro do corpo.

Uma empresa chamada Hillhurst Biopharmaceuticals planeja realizar ensaios clínicos com uma formulação líquida de monóxido de carbono que seus pesquisadores desenvolveram para tratar a anemia falciforme, uma anormalidade da hemoglobina, a proteína transportadora de oxigênio encontrada em glóbulos vermelhos. E outras equipes estão planejando testes do gás inalado para ver se ele pode melhorar os resultados nos transplantes de pulmão.

A equipe do professor Binghe Wang, da Universidade do Estado da Geórgia (EUA), por sua vez, desenvolveu uma série de moléculas pró-drogas que liberam monóxido de carbono de sua estrutura em resposta ao pH ou a outros fatores desencadeantes. Essas moléculas poderão ser usadas para fornecer CO no organismo e, ao mesmo tempo, liberar um medicamento associado.

Esses pesquisadores esperam que o lado bom do monóxido de carbono veja em breve a luz do dia.

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