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Medicamento aconselhado por Trump já causou intoxicações Nigéria

Em uma época em que qualquer possível cura para a doença surge como um sinal de esperança, da Nigéria chega agora um alerta

Na semana passada, e durante uma conferência de imprensa controversa, Donald Trump teria admitido que o uso de um medicamento usado para combater a Malária – a hidroxicloroquina – poderia ter efeitos positivos na luta contra a Covid-19.

A sugestão foi imediatamente desaconselhada pelo cientista Anthony Fauci, que considerou que a sugestão era até “anedótica” e que não havia provas nenhumas de que este medicamento fosse eficaz para os doentes do novo coronavírus. No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro também aconselhou o usou de cloroquina, droga similiar a hidroxicloroquina, onde acabou sendo duramente criticado.

Contudo, em uma época em que qualquer possível cura para a doença surge como um sinal de esperança, da Nigéria chega agora um alerta.

Os profissionais de saúde deste país dão conta de que três pessoas no país sofreram intoxicações e overdose depois de ingerirem este medicamento, avança a CNN.

gboyega akosile@gboyegaakosile

Please note: Hospitals Now Receiving Patients Suffering From Chloroquine Poisoning, Says Gov @jidesanwoolu‘s SSA on Health, Dr @Oreoluwa_Finnih
She urged people against massive consumption of Chloroquine as a measure to fight .

Ver imagem no Twitter

O medicamento teria sido ingerido após o conselho do presidente norte-americano, o que obrigou as autoridades nigerianas a alertar para a não utilização da hidroxicloroquina como tratamento para a Covid-19.

Um homem de Lagos, a maior cidade da Nigéria, informou que o preço deste medicamento aumentou muito em uma questão de minutos, após as declarações de Donald Trump.

A hidroxicloroquina e a cloroquina estão disponíveis e podem ser receitadas pelos médicos nos EUA. Alguns cientistas indicam que estas drogas podem interferir com a capacidade de o coronavírus penetrar nas células, apontando sinais potencialmente encorajadores em testes de laboratório e outros em pequena escala. Mas outros cientistas mostram-se céticos, duvidando que estas experiências se traduzam em benefícios para os doentes.

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