Vacina contra febre amarela poderá ser aplicada em todo o país

O Ministério da Saúde vai discutir com estados e organismos internacionais a possibilidade de ampliar a vacinação de febre amarela para todo o país ainda neste ano por conta da circulação do vírus em novas áreas.

A sugestão será também discutida com organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Se a proposta for aprovada, a estratégia de vacinar toda a população deverá ser feita de forma gradual, de acordo com as possibilidades dos estados, com uma programação de vacinação para cada um.

Atualmente, alguns estados do Nordeste e áreas do Sul e Sudeste do país não fazem parte das áreas de recomendação de vacina, por não apresentarem circulação do vírus.

Nestes locais devem ser vacinados, aproximadamente, 34 milhões de pessoas, sendo 11 milhões nas regiões Sul e Sudeste, além de 23 milhões no Nordeste.

Agora, o Ministério da Saúde estuda incluir todos os estados do país como área com recomendação de vacinação. O Ministério aguarda o funcionamento da nova fábrica da Libbs Farmacêutica, em São Paulo, que poderá produzir mais 4 milhões de vacinas por mês.

Entre 1º julho de 2017 e 20 de fevereiro deste ano, foram confirmados 545 casos de febre amarela no país, com 164 óbitos. Ao todo, foram notificados 1.773 casos suspeitos, sendo que 685 foram descartados e 422 permanecem em investigação.

Seringas para vacinas fracionadas

Nesta semana chegou ao Brasil um novo carregamento das cerca de 20 milhões de seringas para doses fracionadas da vacina contra febre amarela, solicitadas à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) pelo Ministério da Saúde.

O tamanho dessas seringas – volume de 0,1 cm cúbicos, ou o equivalente a 0,1 mL – permite que se aplique a fração exata da vacina fracionada, evitando erros de manipulação.

A diferença entre as doses está na quantidade injetada: a dose padrão tem 0,5 mL e protege por toda a vida; a fracionada tem 0,1 mL (1/5 da dose padrão) e fornece imunidade por pelo menos 12 meses, segundo a OPAS.

A OPAS e a OMS recomendam o uso de doses fracionadas em resposta a necessidades de campanhas de larga escala. Essa medida não tem a intenção de servir como estratégia de longo prazo nem de substituir as práticas de imunização de rotina (com o uso da dose padrão).

As seringas faziam parte de um estoque de reserva da Organização Mundial da Saúde (OMS) e foi enviado via Fundo Rotatório da OPAS, um mecanismo que facilita a compra de insumos, vacinas e medicamentos de alta qualidade para os países e territórios das Américas. Novos carregamentos serão enviados nos próximos meses.

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