Rinite alérgica é mais comum do que se pensava

Uma das alergias mais comuns em todo o mundo, a rinite alérgica – também conhecida como febre do feno – afeta até 5% da população mundial, aparentemente sem distinção de idade ou origem étnica.

Os cientistas acreditam que as alergias são essencialmente “falhas” do sistema imunológico. O corpo responde a uma substância geralmente inofensiva ativando uma resposta imune que libera uma série de substâncias. A principal culpada, a histamina, desencadeia a inflamação e é responsável pelos sintomas mais irritantes, como coceira e inchaço.

Primeiro, a má notícia: não há uma cura simples para as alergias – pelo menos não hoje – e os cientistas e médicos não sabem por que algumas pessoas desenvolvem essa alergia e outras não.

A boa notícia é que uma equipe da Universidade Nacional de Cingapura acaba de descobrir algumas pistas importantes nas respostas celulares e nas experiências da infância associadas à rinite alérgica.

Disseminado

Depois de analisar o sangue de quase 600 pessoas, Anand Andiappan e seus colegas descobriram que nada menos do que 80% da população – todos cingapurenses – têm anticorpos chamados Imunoglobulina E (IgE) específicos para os ácaros domésticos.

A parte mais desagradável é que as pessoas não são alérgicas aos ácaros propriamente ditos, mas ao cocô dos ácaros.

“Para verificar nossos resultados, analisamos uma amostra de tamanho muito maior, de mais de 7.000 voluntários,” contou Andiappan. “Surpreendentemente, descobrimos que o dado é igualmente alto: 75% desse grupo maior tem anticorpos contra ácaros domésticos.”

As pesquisas mostraram que duas espécies de ácaros encontrados em colchões, roupas de cama, carpetes e móveis estofados estão envolvidas nas alergias: Dermatophagoides pteronyssinus e Blomia tropicalis.

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