Vendas de veículos seminovos e usados segue positiva

A Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veiculos Automotores (Fenauto) divulgou os resultados da comercialização de veículos seminovos e usados, no segundo mês de 2018. Os dados comparativos do mês de fevereiro de 2018, dão conta de um movimento positivo em comparação ao mesmo período de 2017, alcançando o resultado positivo em 4,4%. O acumulado deste ano para veículos comercializados já está em 4,8% positivos.

Em fevereiro foram comercializados 986.346 veículos seminovos e usados contra 1.145.183 em janeiro. No acumulado de 2018, já são 2.131.529 os veículos que mudaram de dono por todo o Brasil. A maior procura ficou, novamente, por veículos com 9 ou mais anos de uso. Esse índice atingiu 78,5% de crescimento comparando-se fevereiro de 2018 com o mesmo mês de 2017.

O presidente da Fenauto, Ilídio dos Santos, avalia que o momento é positivo. Para ele, “apesar da variação natural dos números entre janeiro e fevereiro de 2018 (-13,9%), já que o período contou com menos dias úteis, acreditamos que os resultados deste ano deverão apresentar uma performance positiva gradativa.”

Produção de veículos aumenta em fevereiro, diz Anfavea

A produção de veículos no país aumentou 6,2% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2017, passando de 201,1 mil unidades para 213,5 mil. Comparada à produção de janeiro, houve queda de 2,1%. Em janeiro e fevereiro, a produção cresceu 15% ante o primeiro bimestre do ano anterior.

Os dados foram divulgados hoje, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

  • Foi um bom fevereiro: passou da linha dos 200 mil. Lembrando que, em 2016, tivemos oito meses abaixo disso e, no ano passado, alguns meses. Ao que tudo indica, não vamos reduzir dessa linha. O bimestre também foi positivo, quase na média dos últimos 10 anos -, afirmou o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

Segundo a entidade, as vendas aumentaram 15,7% ante fevereiro do ano passado, ao passar de 135,6 mil para 156,9 mil veículos vendidos. Na comparação com janeiro, entretanto, houve queda de 13,4%.

No primeiro bimestre, foram licenciados 338,1 mil veículos, o que representa aumento de 19,5% em relação mesmo período do ano passado.

  • O número de fevereiro é interessante. Houve queda em relação a janeiro, mas fevereiro teve quatro dias úteis a menos. O número não é ruim, está acima do de fevereiro de 2017 e mostra crescimento. Se considerarmos o emplacamento diário com a média de 8,7 mil, é um bom começo de ano. O crescimento no bimestre não é grande, mas mostra recuperação. Estamos abaixo da média dos últimos 10 anos, mas estamos na trajetória de crescimento, o que é mais importante – disse.

A exportação de veículos montados cresceu 42,9% % em fevereiro na comparação com janeiro, ao atingir as 66,3 mil unidades. Em relação a fevereiro no ano passado, a venda para o exterior caiu 1,2% e no bimestre, aumento de 7,2%.

  • Foi um número expressivo no mesmo padrão do ano passado. Batemos recorde histórico para o bimestre com um número positivo que mostra que a força das exportações vai trazer um bom ano. Acordos comerciais que estão evoluindo estão ajudando a consolidar nossas exportações – ressaltou o presidente da Anfavea.

De acordo com a associação, o emprego no setor automobilístico teve estabilidade entre janeiro e fevereiro, com elevação de 1,1%, passando de 128,9 mil postos de trabalho para 130,4 mil em fevereiro. Ante fevereiro de 2017, quando havia 127,2 mil postos ocupados, o setor registrou aumento de 2,5%.

  • A pequena variação mostra que, a conta-gotas, a situação está melhorando. Em janeiro, havia 1721 pessoas em lay-off e PPE e em fevereiro esse número é de 1344 pessoas. São 936 em PPE e 498 em lay-off. Praticamente 300 pessoas a menos e, gradualmente, caindo, à medida que as fábricas vão retomando a produção, aumentando turnos e chamando mais pessoas”, acrescentou Megale.

Financiamento – Com a economia se restabelecendo aos poucos, o mercado vem aumentando os índices de liberação de crédito. Em janeiro, por exemplo, foram liberados R$ 9,7 bilhões em operações CDC, o que representa uma alta de 33,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Desse total, R$ 8,5 bilhões foram destinados às pessoas físicas, o que corresponde a uma alta de 28,2% em relação a janeiro de 2017. Para as pessoas jurídicas foi liberado R$ 1,2 bilhão, volume 95% superior ao registado no mesmo período do ano passado.

  • Depois de três anos de recessão, as vendas financiadas voltaram a crescer. Isso é reflexo da redução da taxa básica de juros e de outros indicadores econômicos, que começam a ganhar novamente a confiança do consumidor”, afirma o presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), Luiz Montenegro.

De acordo com o presidente da entidade, essa retomada da confiança influencia, inclusive, no tempo do contrato

  • A tendência é que o consumidor volte a optar por financiamentos em prazos mais extensos, justamente por conta da estabilização da economia.

O prazo médio das concessões é de 42,6 meses. Já o prazo máximo oferecido pelos bancos é de 60 meses.

Na carteira de leasing foram liberados R$ 129 milhões, alta de 24% em 12 meses. Para as pessoas físicas, foram destinados R$ 29 milhões, volume 16% superior em 12 meses. Para pessoas jurídicas foram liberados R$ 100 milhões, alta de 26,6% em 12 meses.

O saldo das carteiras totalizou R$ 172,6 bilhões, dos quais R$ 169 bilhões foram destinados para as operações de CDC e R$ 3,9 bilhões para o leasing. Esse indicador corresponde a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) e se manteve igual ao mesmo período do ano passado. Esse resultado equivale a 5,6% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e 11% do total das operações de crédito – Recursos Livres.

O índice de inadimplentes nas operações de financiamento no mês de janeiro ficou em 3,8%, queda de 0,9 ponto percentual nos últimos 12 meses. Na carteira de leasing, a taxa foi de 2,3%, o que representa uma redução de 1,5 ponto percentual em 12 meses.

A taxa de inadimplência para pessoas jurídicas foi de 2,8% para financiamentos e 1,6% para leasing. Representando queda de 2,1 pontos percentuais (CDC) e 2,2 (leasing) em 12 meses.

As taxas praticadas pelos bancos ligados às montadoras continuam mais atraentes para o consumidor na comparação com as instituições independentes. Em janeiro, as entidades associadas à Anef cobraram juros de 18,85% ao ano e 1,45% ao mês, enquanto os independentes trabalharam com 22,70% e 1,72%, respectivamente.

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