Promotoria realiza audiência para discutir casos de esporotricose, em João Pessoa

A Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa deverá encaminhar, no prazo de 30 dias, levantamento acerca dos casos de esporotricose em humanos que estão sendo assistidos no Hospital Universitário Lauro Wanderley. O prazo foi concedido pela 2ª promotora de Defesa da Saúde da Capital, Jovana Tabosa, durante audiência ocorrida na última quarta-feira (17).

A promotora Jovana Tabosa destacou que a audiência teve como objetivo discutir o surto de esporotricose em João Pessoa. Segundo o professor de Ciências Agrárias da UFPB, Inácio Clementino, mais de 20 bairros da Capital têm casos confirmados da doença em animais (especialmente em felinos), sendo a maioria dos casos concentrados na zona sul. A esporotricose é uma micose causada por fungo que pode atacar animais e humanos. O professor disse ainda que tem ocorrido o abandono de animais acometidos da esporotricose, principalmente por se tratar de doença com tratamento caro e demorado. O pesquisador da UFCG, Jackson Vasconcelos, esclareceu que a esporotricose não é doença de gato, mas um fungo que está no meio ambiente.

O representante da Vigilância Ambiental e Zoonoses do Município, Nilton Guedes do Nascimento, informou que os casos já estão sendo identificados e que ações têm sido feitas para implantar um controle de forma coletiva, mas relatou as dificuldades que o Município têm para tratar do atual quadro da esporotricose. Ele disse ainda que será realizada uma capacitação, com a equipe de pesquisadores da UFPB e médicos veterinários, para diagnóstico da doença em animais atendidos que forem suspeitos.

Durante a audiência, o representante da Comissão de Direito Animal da OAB-PB, Francisco Garcia, fez uma exposição acerca do tema e das legislações aplicáveis. Já o advogado Pedro Nóbrega, representante da Comissão de Direito Ambiental da OAB, proferiu palestra sobre contaminação de doenças em seres humanos e animais na orla de João Pessoa e nas praias.

A audiência teve a participação ainda do presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Domingos Lugo; o diretor da Vigilância em Saúde do Município, Silvio Pereira; o chefe do Núcleo de Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde do Estado, Francisco de Assis Azevedo; e representantes da Superintendência de Mobilidade Urbana e da Secretaria de Desenvolvimento Social.

Uma nova audiência para discutir o assunto será realizada no dia 18 de junho, às 14h, no auditório da Sede da Promotoria de Direitos Difusos de João Pessoa.

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